O tamanho da sua montanha (Palestrante Sérgio Dal Sasso)
Dez, doze, quatorze horas por dia e dependendo da urgência algumas noites em claro. Este é o tempo que lhe cabe para o desenvolvimento e aprimoramento das atividades profissionais, como empresário, executivo ou profissional liberal.
Do primeiro chefe, no inicio dos anos oitenta, que fazia questão de vivenciar os padrões da cultura japonesa, veio à orientação de sempre estar entre os primeiros a chegar e nunca se preocupar com a saída.
E lá se foram vinte anos, do “apple” e seu sistema “visicalc” movido a ventilador externo para não travar, aos poderosos “PC’s” ativados na rede mundial e a mensagem do hoje ex-chefe continua a mesma para todos que ingressam ou permanecem no mercado. Formas, técnicas, velocidades, funções, se ajustam às novas necessidades e continuamos atrás do tempo emprestando-o, da família, do laser, dos amigos.
O tempo é comum a todos e se faz relativo na medida em que o sucesso acompanha o esforço, ao contrario, deve ser retrabalhado e planejado para justificar seu aproveitamento produtivamente.
Nunca consegui identificar uma empresa bem sucedida, sem que houvesse equivalência singular entre os objetivos do negócio e os das pessoas que faziam parte da sua construção. A integração do conjunto empresa colaboradores sempre estiveram ligados ao enquadramento dos sonhos de crescimento, que independentemente da sua amplitude deveriam ter em comum o entendimento e aceitação do meio estratégico adotado, a ser percebido e articulado como sendo a melhor forma para se alcançar à satisfação coletiva.
O crescimento de uma organização passa por fases continuas de aprendizado e amadurecimento, sendo que sua evolução será definida pelo estagio do comprometimento e motivação dos colaboradores. O índice de resultados, visto que novas tecnologias são bases para se estar no mercado, aumenta na medida que todos enxergam e acreditam na organização como meio adequado para o seu desenvolvimento e crescimento, permitindo a formação de um time único competente e diferenciado, na identificação, formatação e aplicação de ações continuadas e mais próximas da aceitação e gosto do mercado.
Para se escalar uma montanha rumo ao sucesso, empresas e colaboradores, necessitam de sintonia, de ações e realizações que conjuguem lucro, profissão e família em todos os momentos e fases necessárias para a sua evolução. Sem estrelismo e com muita humildade, devem aprender sempre e antes de aprender, pesquisar, buscar referencia, para compor a estruturação interna e externa dos processos. Da evolução do aprendizado, segue-se a seqüência de ações e seu fruto deverá atender às expectativas, tanto do negócio, como das realizações pessoais dos executores, em tal forma, que mesmo quando expostos a ventos e tempestades, serão os primeiros a ajustar e encontrar novos caminhos rumo aos objetivos. Esta situação de troca continua, cria e referencia a identidade do conjunto, produzindo o efeito empreendedor necessário para a produção da inovação e renovação dos meios de acesso ao mercado.
No mundo da alta competitividade às vezes somos orientados pela busca de tecnologia e esquecemos da indispensável valorização humana, evitando a sua participação pelo gosto natural do poder, do comando ciumento, individualista e protecionista que ainda hoje são tão presentes nos meios empresariais.
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